Porque é que os rallys deviam ter mais carros desportivos.

Se olharmos para trás no tempo, há 50 anos atrás, os rallys tinham uma mística e uma beleza que se foi perdendo com o tempo e tudo se deve, ao facto de serem utilizados os carros errados. Não digo que os WRC são más maquinas, até porque esta nova geração, têm muito ADN dos velhinhos do grupo B, o que é óptimo… No entanto, perdeu-se um pouco da ligação que existia entre quem vê o rally e os carros que nele participam.

Se antes eram usados carros desportivos, agora vemos carros do dia-a-dia, que pouco ou nenhum ADN desportivo têm. São modificados para conseguir os níveis de performance, que os modelos nos quais eles se baseiam não têm e se antigamente víamos Ford Escorts, Integrales e outros tantos, que preencheram o imaginário de várias gerações, actualmente temos carros que ao vermos numa super especial, não ficamos com vontade de correr para o stand e comprar um igual, porque sabemos que aquele carro não é real.

Um dos carros com mais história no mundo dos rallys, é o Fiat 124 e embora as versões mais potentes deste modelo já não tenham o símbolo da Fiat, o Abarth 124 é o herdeiro de toda essa história e da prova viva, de que os carros desportivos pertencem ao mundo dos Rallys.

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Durante o rally de Monte Carlo, participaram  dois Abarth 124 sob a classe R-GT, mas nenhum deles terminou a prova, pois um teve problemas no turbo, enquanto o outro, teve problemas eléctricos…

Eu sei que os tempos mudaram e o revivalismo de ver carros como o 124, numa especial de rally, acaba por não ser muito fácil, até porque as marcas apostam cada vez menos neste tipo de modelos. Actualmente se queremos ver carros destes a correr, temos que ir espreitar provas de regularidade ou de velocidade, no entanto e não desmerecendo o valor que essas provas têm, a exigência e a espectacularidade de uma especial de rally não está presente, é tudo muito mais controlado e os níveis de adrenalina para quem assiste, não são os mesmos.

Se não acreditam em mim, vejam o próximo vídeo, onde podemos ver o piloto de Rally Francês, Jean Ragnotti, a atacar uma especial de rally num Renault Sport Spider, um carro com motor central e tracção traseira. A prova de que este carro pertence ali, é expressa na cara de felicidade de quem assiste e vê o carro passar.

Claro que os WRC de hoje em dia, dão um nível de adrenalina muito alta e nunca comparável com a dos carros desportivos, mas uma prova de rally, não tem que ser só carros furiosos a deitar chamas do escape, tem que ter também carros interessantes, com o qual o publico se possa familiarizar no seu dia-a-dia.

Por isso, era bom ver as marcas a concebessem os seus modelos de Rally, com base em carros realmente desportivos, podia ser que assim voltássemos a ter carros tão apaixonantes como aqueles que nos fizeram sonham durante anos a fio…

Posso ser eu que estou a ficar muito exigente, mas a verdade é que nunca idealizei ter um i20 ou um C3, só por o ter visto num rally… Algo que nunca aconteceria com um Stratos, um Audi Quattro ou até mesmo com um Impreza, em que a vontade de ter um destes carros, perdura até aos dias de hoje.

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