Lexus quer a dinâmica do LC em toda a sua gama toda

O Lexus LC500  foi tão bem desenhado pela Lexus que, no final, o resultado foi um carro que se conduz tão bem quanto o que se parece. Apesar de não ser nenhum Lexus LFA, vai buscar muitos dos elementos que fez do LFA um dos supercarros com mais sucesso do grupo Toyota. Agora, a Lexus quer passar essa alma ao resto da linha de ofertas da marca, sendo que vai usar o LC como base de comparação para todos os novos modelos.

No salão Automóvel de Genebra, a primeira engenheira chefe da Lexus e a mulher que liderou o desenvolvimento do Lexus UX,  Chika Kako, revelou,,  entre outras coisas, as ligações interessantes entre o crossover bebé da Lexus e seu coupé emblemático.

Em declarações à Road and Track, revelou que, hoje em dia, procuram que as sensações transmitidas durante a condução de qualquer novo carro da marca sejam idênticas às obtidas quando se conduz o LC, independentemente da plataforma e do modelo em questão.

Kako procura  aquilo que define como clareza e profundidade. Ela usa a palavra clareza para definir um automóvel que é bastante responsivo aos comandos que lhe damos, sendo que usou a direcção como exemplo para o que têm como objectivo, e a palavra profundidade para  descrever a sensação de confiança e de segurança ao volante.

A Lexus usa condutores que denominam como mestres “Takumi” da condução nas fases finais de desenvolvimento, para se certificar de que todos os seus carros têm a configuração certa. Uma das coisas que Kako disse a Road and Track, foi que o mesmo “Takumi”, que deu luz verde ao UX, é a mesma pessoa que deu a aprovação final para o LC. E até mesmo o presidente da Toyota, Akio Toyoda, um ávido piloto automóvel, tem que aprovar qualquer carro que esteja para sair para o mercado.

No caso do Lexus UX, Kako e a sua equipa tentaram obter uma sensação de condução mais parecida a de um hatchback  tendo usado para comparação o Audi A3, Mercedes A-Class e o BMW Série 1. O UX utiliza a mesma plataforma que o Toyota CH-R, mas usa alumínio para reduzir o seu peso, e para reduzir o seu centro de gravidade.  Além disso, o UX tem mais de 9% de rigidez à torção do que o CH-R e mais de metade dos seus componentes da suspensão diferem do seu irmão de plataforma.

Apesar  de não estarmos à espera que um pequeno crossover com um motor de quatro cilindros e uma CVT se comporte da mesma maneira do que  um carro de tracção traseira com um V8, esperamos que mesmo que só passando uma pequena percentagem da alma do Lexus LC500 para o UX, ajude a Lexus a criar um crossover capaz de saltar para a lista dos melhores crossovers no mercado.

Fonte: Road and Track

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