motores a combustão

A revolução dos carros elétricos está a acontecer, mas não se iludam, pensando que a morte do motor de combustão interna é iminente. Pelo menos, não é isso que a BMW pensa, segundo os comentários do chefe de P&D da BMW, Klaus Froehlich.

Em entrevista à Automotive News, ele falou sobre a electrificação e como a BMW irá abordá-la no futuro.

“Os nossos motores diesel de quatro e seis cilindros permanecerão por pelo menos mais 20 anos e as nossas unidades a gasolina por pelo menos 30 anos”.

Klaus Froehlich

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Faz parte da política da BMW usar arquiteturas flexíveis que permitam a utilização de diferentes plataformas, devido aos diferentes desejos dos mercados em todo o mundo.

A arquitectura CLAR por exemplo, é usada para veículos híbridos e totalmente eléctricos. Um dos exemplos que Froehlich deu, é o BMW i4, que ele descreve, como sendo um BMW Serie 3, mas eléctrico.

As notícias não são tão positivas para as plataformas V8 e V12 da BMW, pois segundo Froehlich, o V12 poderá ​​não ter futuro, considerando o pequeno número de unidades construídas por ano, que juntamente com os vários milhares de euros necessários, para investir de forma a que estes cumpram com as normas ambientais impostas, tornam estas plataformas demasiado caras de manter.

O problema para o V8, não é tanto os custos, mas sim, o facto de a BMW não precisar de tantos cilindros para desenvolver grandes números de potência. Com as unidades de 6 cilindros híbridas-plugin, a BMW consegue outputs de potência semelhantes aos dos motores V8, no entanto, com emissões mais baixas.

Pelo facto de estas unidades híbridas estarem mais facilmente em conformidade com as apertadas normas ambientais, tornam-se assim, mais baratas de desenvolver e de manter.