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A indústria automóvel, pode já ter atingido seu ponto máximo em termos de produção, quem o afirma, é uma das principais empresas de engenharia e tecnologia do mundo, a Bosch. Se olharmos para os números, a previsão da empresa alemã, parece ter algum fundamento.

Segundo dados de analistas da LMC Automotive, as vendas globais de carros novos, caíram mais de quatro por cento no ano passado, em comparação com 2018, para 90,3 milhões de unidades.

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Para comparação, em 2018, as entregas globais de carros novos foram de 94,4 milhões e 95,2 milhões no ano anterior. As previsões iniciais, estimam que a produção deverá cair pelo terceiro ano consecutivo em 2020, em aproximadamente 2,6%, para um total de 89 milhões de unidades.

A Bosch também acredita, que um aumento na produção e nas vendas, não deve ser esperado antes de 2025, aquando do lançamento da próxima geração de veículos elétricos, que serão mais acessíveis. Em geral, este ano, o mercado deverá diminuir em cerca de 10 milhões de unidades, quando comparado com 2017.

A actual recessão na indústria automóvel, significa que a Bosch terá que cortar um grande número de postos de trabalho, devido a uma queda de 44% no lucro operacional do ano inteiro.

No entanto, a mudança para os carros elétricos, pode criar oportunidades a longo prazo, no entanto, afetará os postos de trabalho no curto prazo. Curiosamente, segundo alguns dados revelados pela Bosch, são necessários dez trabalhadores para fabricar um sistema de injeção a diesel, três para um sistema a gasolina e apenas um, para produzir um motor elétrico.