Na Alemanha o  tribunal decidirá na quinta-feira se as cidades alemãs podem proibir ou não, a circulação de carros a diesel mais poluentes, podendo afastar assim, milhões de carros das estradas, influenciando negativamente o valor dos carros diesel nesse país.

O grupo de ambientalistas DUH processou Estugarda, o centro nevrálgico da industria automóvel alemã, devido aos níveis de partículas terem excedido os limites da União Europeia, tudo isto aconteceu após o início do caso dieselgate.

 Existem cerca de 15 milhões de veículos diesel nas estradas alemãs e os grupos de ambientalistas, dizem que os níveis de partículas, excedem o limite da UE em pelo menos 90 cidades alemãs.

Os tribunais locais já ordenaram, que os carros a diesel mais poluentes, parassem nos dias em que a poluição é mais pesada, agora uma possível proibição em definitivo, pode desencadear uma queda nos preços de revenda dos veículo e a um aumento no custo dos contratos de renting.

Os estados alemães  onde os fabricantes de automóveis têm uma maior influência, apelaram contra as decisões, deixando ao tribunal administrativo federal da Alemanha, a decisão final sobre esta matéria.

Veja ainda: Paris proíbe a circulação do carros diesel fabricados antes do ano 2000

“A questão-chave é se as proibições podem ser consideradas como instrumentos legais”, disse Remo Klinger, advogado da DUH. “É uma questão de direito completamente aberta”.

Paris, Madrid, Cidade do México e Atenas disseram que planeiam proibir os veículos a diesel nos centros das cidades até 2025. França e Grã-Bretanha são mais ambiciosas e têm como objectivo, proibir completamente a venda de carros a gasolina e diesel até 2040, apelando assim, à utilização de veículos eléctricos.

A Evercore ISI, prevê que uma queda de 5% nos valores residuais do diesel, possa resultar numa queda de 1,6 mil milhões de euros em lucros operacionais de oito fabricantes de automóveis europeus e americanos. Vários analistas defendem que as proibições do diesel na Europa atingiriam fortemente as marcas, especialmente as alemãs que têm uma cota de mercado bastante substancial, Daimler com 38% das vendas,  35% por parte da BMW e 26% no caso da VW.

Os fabricantes de automóveis tentaram evitar as proibições totais actualizando os sistemas (actualização de software) de tratamento de gases de escape,  no entanto, diversos grupos de ambientalistas, disseram que as actualizações seriam insuficientes e querem que carros com padrões de emissões Euro-6 e Euro-5, recebam actualizações de hardware para melhorar os níveis de gases, o que pode custar cerca de 1.500 euros por veículo.

O amor da Europa pelo diesel parece ter os dias contados, com as vendas na União Europeia a cair de 53,6% no final de 2014 para 49,9% no final de 2016, segundo os dados mais recentes da Associação Automóvel Europeia da ACEA.

Com todas estas mudanças na Europa, que impacto é que estas mudanças poderão ter no nosso país?

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