Renault, Nissan e Mitsubishi reformulam parceria após escândalo de Carlos Ghosn.

A Renault, a Nissan e a Mitsubishi, prometeram “um novo começo” para a sua aliança, enquanto se tentam afastar da prisão e da destituição do chefe Carlos Ghosn.

Num memorando de entendimento, as três marcas confirmaram a criação de uma nova direcção, liderada pelo presidente da Renault, Jean-Dominique Senard.

Os outros três membros serão os CEOs de cada empresa, Thierry Bolloré, da Renault, Hiroto Saikawa, da Nissan, e Osamu Masuko, da Mitsubishi.

 

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A nova direcção, substitui e incorpora joint ventures e comités existentes, formados pelas três empresas, sob uma única entidade.

O memorando refere ainda, que as decisões de operação tomadas pelo conselho serão “baseadas no consenso, além da abordagem ‘win-win’ da aliança”.

A nova direcção “impulsionará a cooperação operacional entre Nissan, Renault e Mitsubishi e irá procurar novas maneiras de gerar valor para os seus respectivos accionistas e funcionários”.

Existe ainda um compromisso por acelerar as actividades operacionais “através do foco nos projectos comuns ”, que serão reportados ao conselho para a tomada rápida de decisões.

A Renault, na esperança de “acalmar” a Nissan após a queda de Ghosn, também concordou em deixar o Comité Especial da Nissan, escolher um substituto para Ghosn, como presidente da Nissan.

As relações entre a Nissan e a Renault, são tidas como tensas após a prisão de Ghosn em Novembro de 2018, por acusações de má conduta financeira. Antes disso, houveram discussões sobre uma fusão completa entre a Nissan e a Renault, mas não está claro se isso vai acontecer.

Carlos Ghosn, continua como director da Nissan e da Renault, mas a reunião de accionistas da Nissan, que irá acontecer no dia 8 de Abril, possivelmente decidirá a sua expulsão do conselho.

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