carro de plástico

Foi há 78 anos, que Henry Ford revelou ao mundo, aquele que seria o primeiro carro a utilizar plástico, na construção dos seus painéis laterais. Este carro completamente inovador para a época, tinha tudo para se tornar um dos carros mais importantes da história da indústria automóvel, no entanto, nem sempre as coisas correm como deveriam.

Segundo Henry Ford, este carro seria mais seguro do que um carro de aço tradicional e a sua estrutura de aço tubular, era capaz de suportar o peso de um capotamento.

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O plástico do carro, era feito de uma combinação de soja, trigo, cânhamo e rami. Estes materiais não foram escolhidos à toa, pois houveram duas razões significativas, para a escolha destes materiais.

Uma delas, a economia de peso. O carro pesava pouco mais de 900kg, cerca de 450kg a menos do que um carro tradicional, construído em aço. Isto fazia ainda, que o carro ficasse não só mais rápido, mas também, mais eficiente quer a nível de comportamento, quer a nível de consumos.

O projeto foi criado, porque Henry Ford queria juntar a indústria agrícola, com a indústria automóvel e a soja, poderia ser o elemento capaz de criar essa ligação.

Ele acreditava que esta poderia ser uma solução com futuro, no entanto, com o envolvimento dos EUA na Segunda Guerra Mundial, ocorreu uma interrupção na produção de carros comerciais, com a finalidade de construir veículos para a guerra.

Com isto, o carro não passou de um protótipo e supostamente, este acabou mesmo por ser destruído e o projecto abandonado após a guerra.

A Ford dominava por completo o sector automóvel e tinha meios para criar painéis completos deste tipo de material. Se nos dias de hoje as fibras e os materiais de compósito, são algo muito em voga na construção de carros desportivos, imaginem um carro desportivo da época, com uma estrutura super leve e resistente.

Caso este projecto tivesse continuado, poderia ter atalhado várias décadas de desenvolvimento e obrigaria às outras marcas, a correr atrás do prejuízo. Caso a Ford se apresentasse em Le Mans com um carro muito mais leve e competitivo do que os carros de então, a batalha entre Ford e Ferrari, poderia ter tido contornos bastante diferentes.

Outras das inovações deste carro, era o combustível que usava, pois em vez da típica gasolina, usava um combustível à base de cânhamo, que para além de ser de origem natural, era mais amigo do ambiente.

Mais uma vez, caso este projecto não tivesse sido cancelado, a crise energética e ambiental que enfrentamos actualmente, poderia ter sido evitada, pois estaríamos a utilizar combustíveis naturais cujo impacto ambiental é bem menor e estaríamos ao mesmo tempo, a estimular o sector agrícola.