grupo S

Para muitos, o carros do Grupo B, são o pináculo dos carros de Rally, os representantes da era dourada do desporto. Mas o que poucos conhecem, é que nos bastidores, algumas marcas já estavam a preparar os seus sucessores, os carros do Grupo S.

Há quem diga que este carros, seriam a forma de corrigir os ‘erros’, que os carros do grupo B tinham. Por isso mesmo, o seu processo de regulamentação foi extenso e passou por diversas fases.

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Depois de muitas reuniões com os fabricantes, já havia uma estrutura de regulamentação, que previa uma série de normas de construção para aqueles que seriam os sucessores do Grupo B.

Cada fabricante teria que construir pelo menos 10 carros para homolgação no início de cada época e depois disso, estes não poderiam sofrer evoluções durante a época, algo que apenas poderia ocorrer no início da teporada seguinte.

Outro dos objectivos, era que este grupo tivesse custos de produção mais baixos, de forma a manter um maior equilíbrio entre as equipas, independentemente do financiamento que estas tinham.

Esta medida agradou às marcas, pois dava-lhes a hipótese de testar e desenvolver novas tecnologias, para que mais tarde fossem aplicadas nos seus carros de produção.

Grupo B

Os primeiros exemplares, deveriam ser introduzidos na época de 1987, mas sob a forma de teste, pois só participariam efectivamente no campeonato do mundo de rallys, na época de 1988, substituindo assim, o Grupo B.

No entanto, depois do segundo acidente fatal, que vitimou Henri Toivonen no rally de Corsega em 1986, os reguladores da FISA, mataram o Grupo B e fecharam a porta às marcas, que já tinham alguns dos projectos do Grupo S bem encaminhados.

Claro que esta decisão não caiu bem entre as marcas, que já tinham gasto milhões no desenvolvimento dos seus carros. Depois de várias reuniões, quer as marcas, quer a FISA, acabaram por chegar a um acordo e elaboraram uma série de pontos, que visavam em trazer o plano do Grupo S de novo para a mesa, mas com regras mais apertadas.

A pensar na segurança dos pilotos, os carros do grupo S, já teriam que passar em testes de embate frontal, lateral e vertical, possuirem ‘roll cage’ e terem um peso mínimo de 1000kg.

Estes carros, poderiam equipar 2 tipos de motores, atmosféricos com 2.4lts de capacidade, ou motores 1.2lts sobre-alimentador por um turbo. No entanto, como os motores desenvolvidos pelos diferentes construtores, atingiam níveis de potência que variavam entre os 300cv e os 600cv, seria necessário colocar restritores na admissão, de forma a controlar os níveis de potência dos carros.

Para também ajudar neste ponto, os carros deveriam usar combustíveis com níveis de octanas mais baixos, que seriam iguais para todos os participantes.

Os carros teriam também regras na sua construção, pois para além das limitações aerodinâmicas, que faziam com que tivessem no máximo 4.5m de comprimento e 1.9m de largura, estes deveriam ser exactamente iguais aos carros de holmogação.

Para além disso, estes não deveriam ser construídos utilizando materiais altamente inflamáveis, como acontecia com os carros do Grupo B.

Estas novas medidas para o Grupo S deveriam ter entrado em vigor a 1 de Janeiro de 1987, no entanto, pouco tempo depois do seu anúncio, o presidente da FISA e o Comité Executivo, voltaram com a decisão atrás, pois temiam que estas novas regras, ainda deixassem demasiado espaço de manobra, para as marcas explorarem.

O que segundo eles, faria com que o erro que haviam cometido com o Grupo B se repetisse e os carros de Rally, se tornassem novamente maquinas perigosas, que punham em risco quer a vida dos pilotos, quer as dos espectadores.

Claro que nesta altura, muitos dos carros do Grupo S já estavam praticamente desenvolvidos e este recuo, fez com que muitas marcas viessem a processar a FISA.

Embora muitos destes carros nunca tenham ido oficialmente para as especiais de Rally, deixamos aqui, algumas das maquinas que foram desenvolvidas durante este período conturbado, da história do mundial de rallys.

Audi Sport Quattro RS

FORD RS200S – Apenas planeado

Lancia Delta ECV Group S

Seat Ibiza Bimotor

Toyota MR2 222D

Peugeot 405 t16