O lucro é vital para as marcas, como para qualquer empresa. Tão vital, que faz com que algumas marcas, deixem cair modelos de segmentos cujas vendas sejam menos expressivas, como noticiámos recentemente com a BMW e uma possível M3 Touring.

Seria de pensar, que marcas de segmento mais premium como a Mercedes, Audi e BMW, são aquelas que por cobrarem mais aos seus clientes pelos seus modelos, seriam aquelas que têm maiores margens de lucro. No entanto, não é bem isso que acontece.

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De acordo com um novo relatório da Automotive News Europe, o segundo trimestre de 2019 viu a PSA Group, a apresentar resultados mais favoráveis do que por exemplo, marcas como a BMW, Audi e Mercedes.

A PSA, é um dos maiores grupos automóvel, à data deste artigo, que para além das conhecidas Peugeot e Citroen, ainda incluem marcas como a Opel e Vauxhall, que foram compradas à GM.

Segundo o relatório, a BMW viu seu EBIT (lucro antes de impostos e juros) cair para 2,8%, enquanto a Mercedes, obteve um retorno operacional de 1,4% sobre as vendas.

Estes números estão muito abaixo do EBIT da PSA Group, que teve uma margem EBIT de 8,7%. Até a Skoda, uma das muitas marcas do Grupo VW, teve uma margem EBIT de 8,1%.

Já a Audi, viu o seu EBIT cair para os 8%, devido às restrições do WLTP e ainda, devido ao escândalo que assolou o grupo VW.

No entanto, segundo a Automotive News Europe, estes resultados, devem-se ao facto de estas marcas premium, serem das marcas que mais investem no desenvolvimento de novas tecnologias, especialmente para a introdução de novas soluções para veículos eléctricos e autónomos.

A desaceleração do mercado chinês, juntamente com a disputa comercial entre a China nos EUA, também estão a causar quedas nos lucros de ambas as marcas, pois o mercado Chines, é uma grande montra para os modelos de ambas as marcas.

Como o Grupo PSA não tem uma presença substancial neste marcado, acaba por não estar tão exposto a estes problemas.