Renault

Na semana passada, a Renault registou a sua primeira perda significativa em uma década (141 milhões de euros) e um declínio de 3,3% nas vendas anuais para 2019.

Agora, alega que precisa de se comprometer com um programa de reestruturação de 2 mil milhões de euros, para os próximos três anos. A Nissan, parceira da Aliança, também antecipa um ano fraco e está a dobrar os seus esforços para a reestruturação, demonstrando vontade de fazer o que for necessário para restaurar a lucratividade.

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No entanto, o governo francês quer que a Renault desacelere e pense nas coisas antes de começar a fechar fábricas. Dono de uma participação de 15% na marca francesa, o governo não deseja ver o seu investimento ir por água abaixo e como tal, o ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, alertou a empresa para ser extremamente cuidadosa com a forma como lida com os negócios na França, exortando-a a evitar quaisquer medidas que possam afectar negativamente as taxas de emprego dentro de terras gaulesas.

“O estado desempenhará o seu papel de acionista na Renault, para garantir que as escolhas que serão feitas, não sejam levem a cortes nos empregos e em fábricas na França”.

O presidente da Renault, Jean-Dominique Senard, já havia repassado a estratégia de corte de custos da empresa ao ministro francês. O que levou ao governo querer acompanhar de perto o processo de reestruturação.

Embora a China seja uma das maiores áreas problemáticas para a Renault, a CEO interina Clotilde Delbos, já disse que a marca teria que considerar o fecho de fábricas fora da Ásia. Quando questionada sobre a possibilidade de fechar fábricas na França, ela indicou que a empresa não podia descartar nada.

Tendo Portugal uma das fábricas da Renault, poderá a fábrica de Cacia ser uma das afectadas pelos cortes?