Ontem à noite, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, falou ao país, explicando as medidas adicionais que iriam ser tomadas, para manter a actual pandemia sob controlo. Durante a sua declaração, ele referiu que pediu ajuda a empresas de engenharia, principalmente fabricantes de automóveis, para ajudar a produzir ventiladores para os hospitais.

O COVID-19, já demonstrou ser um vírus muito impactante, especialmente para quem tem problemas respiratórios ou um sistema imunitário mais fraco, logo, o número de ventiladores existentes, acabam por ser insuficientes, algo que tem vindo a acontecer com a Itália, onde tem sido praticada medicina de guerra, para decidir quem vive e quem morre por falta de auxilio.

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No UK existem apenas cerca de 5000 ventiladores, um número muito pequeno para as futuras necessidades. Em Portugal, o problema é o mesmo, pois temos pouco mais de 1000 ventiladores disponíveis, para acudir a toda a população.

Com esta medida, o governo britânico conta receber ajuda de 60 empresas e espera conseguir criar mais de 30000 ventiladores nas próximas semanas, de forma a evitar sobrecarregar o sistema nacional de saúde.

De acordo com o Financial Times, as fábricas sem experiência médica ainda irão receber formação e instruções, para conseguirem fabricar este tipo de dispositivo.

A ideia passa por utilizar as maquinas de impressão 3D para imprimir os componentes, que posteriormente, serão montados em ambiente controlado. As fábricas de automóveis são ideais, devido às condições existentes nas cabines de pintura, onde são pintados os carros.

Agora a questão que deixamos na mesa, é se este exemplo poderia ser replicado por Portugal e utilizar a ajuda do tecido empresarial português, especialmente das fábricas de automóveis que já se encontram com a sua produção parada, para o desenvolvimento de ventiladores para equipar as nossas unidades de saúde.

Fonte: The Guardian