comandos físicos

Para quem nos segue no Youtube e vê os nossos ensaios ( se ainda não és subscritor, clica aqui ), sabe que eu costumo queixar-me da falta de botões de atalho para operar os sistemas de infotainment. Quando as marcas apostam em sistemas totalmente digitais, é preciso tornar a interface do infotainment super usável, para que a interacção com o condutor, provoque o mínimo de distracções possíveis durante a condução.

No entanto, isso nem sempre acontece, o que leva a que o condutor seja muitas vezes distraído, por acções que deveriam ser rápidas e o menos intrusivas quanto possível. Por exemplo, quando temos que aceder a um sistema digital, para operar os comandos da climatização, esse é um dos exemplos mais crassos, de que a digitalização de operações foi longe de mais.

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O problema, é que nos últimos anos, parece haver uma guerra entre as marcas para oferecer carros com o maior ecrã central possível. Até os modelos do segmento B têm monitores tipo tablet, como o é o caso do novo Renault Clio.

Mas parece que há marcas que já desistiram dessa luta, e entenderam que ecrãs grandes, não são sinónimo de funcionalidade. Umas das marcas que está a ir contra a corrente, é a Honda, que verificou que o mais importante é a segurança, e decidiu recorrer novamente aos controlos físicos para controlar a climatização, quer no novo Jazz, como no “restyle” do Civic.

Esta mudança, foi confirmado por Takeki Tanak, líder do projeto de desenvolvimento do Jazz e onde numa entrevista à AutoCar, refere que a utilização de comandos físicos, servem para diminuir as possíveis distracções no condutor.

A empresa japonesa, explicou que, com este novo esquema, o tempo de uso dos controlos mais usados, como é o caso da climatização, é reduzido em 58%, quando comparado com o modelo anterior.

No entanto, o sistema de infotainment também foi simplificado, passando agora a integrar o Personal Assistant da Honda, uma tecnologia de inteligência artificial, com o qual conseguimos comunicar utilizando linguagem natural, algo semelhante ao sistema MBUX da Mercedes.

Esta é sem dúvida uma mudança de rumo por parte da Honda, agora resta saber, se existiram mais marcas a se juntarem a este movimento.