Mirage gt

Quase todos os países do mundo estão a passar por um período de quarentena, ou pelo menos, por uma fase, onde é aconselhado às pessoas a ficar em casa. Claro que nem todos o podem fazer, pois o dever assim o exige, no entanto, existem aqueles que no fundo são rebeldes e que não ficam em casa por teimosia, ou porque simplesmente, são umas bestas.

É neste último grupo que me vou focar hoje e peço desculpa, se em algum ponto do texto for mais bruto do que o normal. As histórias que trazemos hoje, acontecem nos Estados Unidos, aquilo por lá, digamos que está difícil de entender o significado de isolamento ou de quarentena.

Neste grupo, existem alguns “condutores”, que decidem aproveitar a quarentena, para abusar e acabam por estoirar os seus carros, pondo em risco quer a sua vida, como a dos outros que circulam na estrada.

Vou começar por aquele que para mim é o mais bizarro, esta semana em NY, quando toda a gente deveria estar recolhida em casa, o Milionário Benjamin Chen, co-fundador do goldrush rally e o dono de aquilo que ERA um Porsche Mirage GT, decidiu conduzir sob a influencia de drogas e acabou por destruir o carro, após perder o seu controlo e embater nos veículos que se encontravam estacionados.

Para quem não sabe, o Mirage Gt, é um carro baseado no Carrera GT e foram fabricadas apenas 25 unidades, avaliadas cada uma delas, em perto de 1 milhão de Euros. Atendendo ao estado em que ficou o carro, este não volta certamente tão cedo à estrada.

O condutor foi preso e foi indiciado pelo crime de condução perigosa, assim como, por conduzir sob o efeito de drogas. Por incrível que pareça, ele ainda conseguiu sair do local do acidente a conduzir o carro, mas de forma muito pouco digna, seguiu arrastando uma roda e largando algumas peças pelo caminho, no entanto, acabou por ficar imobilizado um pouco mais à frente, onde a Polícia o acabou por deter.

A próxima história, vem do outro lado dos Estados Unidos, onde na Califórnia, um petrolhead decidiu aproveitar as estradas de montanha vazias, para ir dar uma volta com o seu Ford Mustang Boss 302. No entanto, as estradas não estavam assim tão vazias e acabou mesmo, por bater de frente contra um Subaru que seguia em sentido contrário.

Os dois carros acabaram por cair numa ravina e os condutores tiveram que ser salvos por Helicóptero. Por sorte, ninguém perdeu a vida mas os carros ficaram desfeitos em autênticas bolas de sucata.

Os carros estavam de tal forma inacessíveis, que foi necessário recorrer a uma grua para os tirar de lá. Fica aqui o vídeo do “resgate” do Mustang.

Os dois próximos casos são muito semelhantes, pois relatam 2 carros novos, acabados de sair do stand, que não demoraram muito, até encontrarem o seu destino final.

O primeiro, é um Corvete C8, que ao sair do stand pela primeira vez nas mão do novo dono, embateu em outro carro num cruzamento e ficou neste estado.

Este carro, provavelmente ainda voltará à estrada pelas mãos de algum Youtuber, que decida investir uns milhares de Dólares para fazer um vídeo da sua reparação. Olhando para os danos, parece ser mais uma questão de cosmética, pois este novo C8 tem o motor colocado em posição central e o embate frontal, não deve ter danificado nenhum componente mecânico.

O último caso que trazemos hoje, é o de um BMW M5, que com apenas 11 Km no odómetro, decidiu ir ver de que cor era um poste de electricidade. Ao que parece, o dono perdeu o controlo do carro durante uma aceleração e acabou por em bater num poste.

A julgar pelos danos na parte lateral, o carro ainda bateu numa outra viatura que estava estacionada, antes de acabar encostado ao poste. Claro que digo encostado para ser simpático, pois ao contrário do Corvete C8, este BMW, ficou com a frente totalmente desfeita e aqui, os danos mecânicos devem ser bem mais extensos e a despesa de reparação, deve ficar bem mais cara do que a do Corvete.

Certamente nos próximos dias, vamos continuar a ouvir histórias deste género e a vocês que estão aí desse lado, fiquem em casa, fiquem seguros e quando tiverem que sair à rua, conduzam com cuidado, pois podem muito bem vir parar a esta nossa espécie de “wall of shame”.