efeito submarino

Aqui na MotorSpot, tentamos sempre criar conteúdos que alertem e garantam a máxima segurança nas estradas. Por isso mesmo, hoje vamos falar sobre um hábito perigoso, que dá origem ao que é conhecido como “efeito submarino”. Se não sabes o que é, hoje vais ficar a saber, porque tu, muito provavelmente, também corres este risco.

O “efeito submarino” ocorre quando usamos o cinto de segurança e este não se encontra totalmente ajustado ao nosso corpo. Isto acontece por diversos motivos, primeiro, quando por exemplo o banco não se encontra bem ajustado, ou quando damos uma folga no cinto, para que este não se torne tão incomodativo.

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Quando isto acontece, os resultados em caso de acidente podem ser bastante graves e até mesmo mortais. Nestes casos, o cinto perde quase por completo a sua eficiência de retenção, a ponto de poder ser praticamente inútil.

O “efeito submarino”, ocorre quando em caso de acidente ou travagem brusca, o corpo desliza para baixo, sem que a faixa abdominal (a inferior), seja capaz de impedir que o corpo se mova.

O resultado, é um golpe violento no corpo contra a parte inferior do tabliet, ou contra os bancos da frente, caso o ocupante viaje na parte traseira. O golpe, pode levar a fracturas nas pernas e criar um perigo real para a sua vida, podendo levar a lesões na zona cervical.

A utilização de toalhas, almofadas, ou qualquer outro tipo de elemento que possa causar o deslizamento do corpo, para além de nos levar a sentar incorrectamente, aumenta o risco para que o “efeito submarino” aconteça.

Na próxima vez que entrarem no vosso carro, verifiquem se o cinto de segurança está realmente a segurar-vos, para isso, devem colocar as costas do banco o mais vertical quanto possível, para que a vossa zona lombar esteja bem apoiada e a área, entre o banco e o cinto, seja a menor possível.

O cinto de segurança deve ficar sobre o ombro e nunca perto da face ou do pescoço. Alguns dispositivos permitem uma regulação mais fácil, ao possibilitarem o acerto em altura do ponto de fixação instalado nos pilares do automóvel. Relativamente à faixa abdominal, esta deve estar acomodada sobre a região pélvica, com folga de aproximadamente 3 cm, para evitar o deslocamento do cinto para a barriga em caso de acidente.

Não é demais re-lembrar, que este elemento de segurança, pode reduzir a gravidade de algumas lesões em cerca de 50%.