mercado automóvel

Eletrificação, conectividade, novas empresas em rápida evolução, uma pandemia global, enfim, podíamos continuar com a lista de adversidades que o sector automóvel tem enfrentado nos últimos tempos. No entanto, existem construtoras, que conseguem ultrapassar melhor estas adversidades do que outras. Mas afinal quem é que neste momento enfrenta os maiores problemas?

A Jaguar, actualmente tem uma meta em vista, tornar a sua gama totalmente elétrica até 2025, no entanto, a sua ousadia não se tem reflectido nos resultados apresentados, pois no último ano, vendeu menos carros na Europa (102.494), do que a BMW apenas com o serie 3 (118,369).

O que leva a crer, que o plano da marca inglesa, está a ter alguns contratempos em se impor, resta saber se até 2025, este números vão aumentar, ou se são um reflexo de uma crise anunciada.

A Alfa Romeo, é outra marca que vive tempos conturbados e onde os mais puristas, dizem mesmo, que a entidade e a imagem da marca poderá ser posta em causa. Tudo isto, porque ela faz agora parte do grupo Stellantis, que tem como objectivo, colocar a marca novamente no mapa, depois de em 2020, ter vendido apenas 35.718 em toda a Europa.

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De forma a tornar a marca italiana, lucrativa e vendável, os modelos irão partilhar plataforma com os restantes modelos da Stellantis, o que poderá significar alguma perda de identidade, no entanto, irá reduzir o custo de produção e ao mesmo tempo, aumentar a qualidade dos seus carros. Mas será que isso é suficiente para salvar a Alfa Romeo e devolver à marca os seus dias de glória?

Outra marca do grupo Stellantis que atravessa dias difíceis é a DS. A marca que até aqui, era considerada a coqueluche da PSA, tentou tornar-se numa marca exclusiva e para isso, reduziu os seus pontos de venda, no entanto, esta decisão acabou por ser um tiro no pé e as vendas caíam a pique. Para salvar a DS, ao que parece houve um retrocesso na decisão anterior e mais espaços de venda irão abrir por toda a Europa.

Os lucros da Lamborghini atingiram níveis recordes no ano passado e tudo graças ao Urus. O SUV da marca italiana, que mal foi apresentado, roubou o spotlight a muitos dos seus concorrentes, teve nos últimos meses um hype de vendas incrível, que deram à Lamborghini margens de lucro impressionantes.

Tanto, que alguns rumores, apontam que o grupo VW quer mesmo vender a marca, aproveitando as vendas em alta da Lamborghini. Resta saber o que irá acontecer, quando o Urus deixar de ser atractivo e os modelos da marca se tiverem que adaptar a uma nova era de eléctrificação. Será que a Lamborghini irá sobreviver a esta mudança de paradigma?

Outra marca que ainda não teve dias fáceis desde o seu renascimento, é a Alpine, que viu o seu modelo A110 passar despercebido e onde as suas vendas não impressionam. Tudo graças a uma certa marca alemã, que teima em roubar o interesse deste segmento, com um modelo que dá o nome de 718 Cayman.

A Alpine sabia que não ia ter vida fácil ao tentar roubar vendas ao Porsche 718, mas com apenas 1343 unidades vendidas na Europa durante o ano de 2020, ficou muito aquém das mais de 6600 unidades vendidas pela marca Alemã em igual período.

Para tentar alavancar a imagem da Alpine, o grupo Renault mudou o nome da sua equipa de Fórmula 1. De forma a preparar o futuro, a Alpine anunciou uma parceria com a Lotus, da qual, irá resultar o desenvolvimento de um desportivo 100% eléctrico, resta esperar para ver, se isso vai ou não, ser suficiente para manter a continuidade da Alpine.