acidente de Fórmula 1

Na primeira temporada com orçamento limitado, os acidentes na Fórmula 1 têm sido maiores do que algumas equipas tinham inicialmente estimado, o que influencia o planeamento das equipas para o resto da época.

Em 2021, a Fórmula 1 introduziu um tecto máximo para os gastos de cada equipa, o que limita o investimento que as equipas podem fazer no decorrer da temporada. Além dos diversos gastos recorrentes ao decorrer da temporada, as equipas também estão sujeitas a outros custos, como é o caso do conserto dos carros após os acidentes.

Anteriormente, os custos de um acidente de Fórmula 1, afectavam apenas as equipas com menos recursos, por causa do buraco financeiro que os custos com os acidentes poderiam significar, pois levava a que as equipas tivessem que tomar escolhas, de forma a conseguir manter os carros em pista após um acidente.

Mas agora, os acidentes afectam todos os envolvidos de forma mais justa, pois para consertar o carro, as equipas tem que reduzir o orçamento para o desenvolvimento do carro ou em alguma outra área.

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Se por um lado, esta redução no orçamento pode levar a que os pilotos joguem mais pelo seguro e não existam batalhas tão fervorosas como em anos anteriores, por outro, a época de 2021 está a ser uma das temporadas com os mais acidentes em comparação com outros anos.

Até agora, 15 grandes prémios ficaram marcados com acidentes e em 28 ocasiões, as sessões foram interrompidas devido a uma bandeira vermelha envolvendo um incidente.

Em 16 ocasiões, o custo dos acidentes ultrapassou 200.000 euros, como foi o caso de Yuki Tsunoda, Valtteri Bottas e George Russell em Imola, Mick Schumacher no Mónaco e Budapeste, Tsunoda, Lance Stroll e Max Verstappen em Baku, Sebastian Vettel em Spielberg, Verstappen em Silverstone, Charles Leclerc e Sergio Pérez em Budapeste, Lando Norris em Spa, Nicolas Latifi em Zandfort e Pierre Gasly em Monza.

Em oito dessas ocasiões, os acidentes ocorreram na corrida, quatro vezes na qualificação, uma na Sprint Race e três vezes nos treinos.

Além disso, em 26 ocasiões, os danos dos acidentes custaram às equipas entre 186.000 e 215.000 euros e outras 20 vezes, entre 8.600 e 86.000 euros.

Em duas ocasiões, as equipas gastaram perto de um milhão de Euros (860.000 euros) pelos acidentes, ou pelo menos foi assim que a Mercedes avaliou as reparações ao carro de Bottas, no incidente em Imola e a Red Bull no caso de Verstappen após o contato com Hamilton em Silverstone. No entanto, as contas só podem ser verdadeiras se todas as partes do carro forem novas, algo que quase nunca acontece na F1.