Embora a BMW esteja a avançar com a electrificação, eles ainda não desistiram dos motores de combustão interna. A marca alemã, continua a desenvolver novos motores a gasolina e diesel, incluindo motores de seis e oito cilindros.

A revelação foi feita pelo chefe da BMW, onde alertou ainda, que uma possível proibição de vendas de carros equipados com motores convencionais, poderia prejudicar gravemente a indústria automóvel.

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Sendo o maior segmento de mercado em termos absolutos por ampla margem no mundo, o motor de combustão interna, antes de simplesmente, se proibir a sua utilização em oito ou dez anos, o chefe da BMW, alerta que é necessário saber bem o que se está a fazer.

Pois ao banir os ICE na Europa, caso os restantes mercados mundiais não estejam preparados para essa transição, todos os países menos desenvolvidos, vão acabar por ficar ainda mais atrasados. Deixando de ter o mercado Europeu aberto à venda de modelos com ICE, as marcas acabarão por deixar de investir nestas tecnologias, o que fará, com que países menos evoluídos fiquem desprovidos de soluções mais recentes e ecológicas.

Ao contrário da BMW, outras marcas já anunciaram planos para terminar com as vendas de carros na com motores a combustão até 2030 na Europa (Jaguar, Volvo, Bentley, Ford, Renault, Peugeot, Alfa Romeo, Opel/Vauxhall, Fiat, Lancia).

A Mercedes foi mais ponderada e comprometeu-se a vender carros de emissão zero na Europa já em 2030, mas apenas, onde as condições de mercado o permitam. Já a Audi, tem a meta de apenas vender carros com zero emissões em 2032, mas pondera continuar a vender modelos com motores de combustão interna em mercados emergentes.

A solução mais sensata nesta fase, seria avaliar o custo/beneficio da proibição da venda de carros com motores a combustão, mas se na Comissão Europeia, esta proposta for votada favoravelmente, todas as marcas que queiram vender veículos na Europa, terão que retirar do mercado todos os modelos movidos a combustíveis fósseis, a partir de 2035.