Numa altura em que a Europa corre contra o tempo, para acelerar a massificação dos veículos eléctricos, um dos negócios que tem surgido em força, é o do fabrico de baterias em toda a sua cadeia, desde a exploração até à refinação do seu maior componente, o lítio. Portugal tem sido um dos países que tem tentado aproveitar este novo negócio, aproveitando assim, os recursos naturais existentes, mais propriamente através da exploração de lítio e posteriormente, na refinação do mesmo.

O governo pretende implementar uma cadeia de valor acrescentado, de forma a que o país não seja apenas usado para a extracção, mas também possa ser usado para a parte de refinamento e preparação do lítio, para que depois possa ser utilizado na produção das baterias, o objectivo é a criação de mais emprego e assim, dinamizar a economia.

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No entanto, o governo poderá ter em breve uma surpresa desagradável e algo com que lidar no futuro, pois a União Europeia, poderá estar prestes a considerar o lítio como uma substancia tóxica, mais especificamente três sais, o carbonato de lítio, o hidróxido de lítio e o cloreto de lítio.

Estes podem ser classificados como produtos tóxicos da categoria 1A e considerados como potencialmente de risco para a fertilidade e com probabilidade de causar problemas de crescimento fetal, bem como, em crianças em amamentação.

Uma avaliação desses riscos está actualmente em a ser analisada pela Agência Europeia de Produtos Químicos (ECHA), sob proposta da Agência Francesa de Segurança Sanitária (ANSES). A decisão final está prevista para o final do ano e poderá, se necessária a ser validação da Comissão Europeia.

Se os três sais de lítio forem considerados como tóxicos, isso poderá ter consequências significativas, que podem colocar em questão a viabilidade a longo prazo do lítio produzido, refinado, usado e reciclado na União Europeia.