golf 9

Normas de emissões rigorosas e leis que tendem a proibir a venda de carros movidos a combustíveis fósseis, podem forçar o Volkswagen GOLF – um dos modelos mais vendidos dos últimos anos – a se reformar, sendo a oitava geração, a última a ser produzida, o que fará com que o GOLF 9 possa não chegar a ver a luz do dia. Quem o diz é Thomas Schäfer, o chefe da Volkswagen.

Numa entrevista à publicação alemã Welt, o chefe da VW, referiu que têm que estudar se se vale a pena desenvolver um novo veículo, que não dure sete ou oito anos, que é o tempo médio de vida do modelo. Embora se esteja a trabalhar numa versão actualizada (Golf 8.2), a comissão executiva da marca com sede em Wolfsburg, ainda não deu luz verde para o desenvolvimento de uma nova geração, o GOLF 9.

A Volkswagen lançou o Golf 8 em 2019, isso significa que, com um facelift em 2023 ou 2024, o ciclo de vida do modelo pode ser estendido até 2028. Até então, os EVs provavelmente serão significativamente mais baratos do que hoje, graças a baterias mais baratas, potencialmente tornando obsoletas as alternativas movidas a ICE no segmento dos compactos.

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As rigorosas normas impostas pela norma Euro 7 que entrarão em vigor em 2025, irão tornar os carros novos mais caros entre 3.000 e 5.000 euros, devido à introdução de novos sistemas de escape e outros equipamentos, que tornam os carros menos poluentes. Sendo que esses custos adicionais dificilmente podem ser compensados e terão que ser imputados ao cliente final, em determinados segmentos como é o caso do dos compactos, este aumento fazem com que os modelos deixem de ser atractivos, quer para quem compra, como para quem vende.

Caso o Golf deixe de ser produzido, o ID3 aparece como o substituto natural, sendo um carro do mesmo segmento, mas movido a por um motor eléctrico.

Várias marcas e grupos da indústria automóvel já se manifestaram contra as proibições e os regulamentos da Euro 7 nos últimos meses. O chefe da Toyota, Akio Toyoda, disse em setembro de 2021, que “o carbono é o nosso inimigo, não o motor de combustão interna”, enquanto a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) enfatizou que o Euro 7 tornará inviável a construção de carros pequenos e acessíveis, como o Fiat 500 e o Toyota Aygo X.